Alguns Jornalistas em Manica queixam-se da violação da liberdade de imprensa por entidades políticas e não políticas


De acordo com a lei de imprensa 18/91 de 10 de Agosto, a liberdade de imprensa corresponde, nomeadamente, a liberdade de expressão e de criação dos jornalistas, o acesso às fontes de informação, a proteção da independência e do sigilo profissional e o direito de criar jornais e outras publicações nos órgãos de informação e outras publicações gráficas.

Conforme o Secretário Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antônio Guterres, "a liberdade de imprensa é a base da democracia e da justiça. Graças a ela, dispomos de todos os dados que necessitamos para formar uma opinião e interpelar o poder com a verdade. Dá-nos a todos os factos de que necessitamos para formar opiniões e falar a verdade aos que detém o poder. E tal como o nos lembra tema deste ano, a liberdade de imprensa representa a própria essência dos direitos humanos." Referenciou. Ler mais

Segundo depoimentos levantados de alguns jornalistas da província de Manica, dizem que o instrumento que rege as atividades jornalísticas em Moçambique tem sido muitas das vezes violados por algumas entidades políticas e não políticas, facto que tem condicionado a realização da atividade jornalística com isenção.
 
Jornalista da Rádio Moçambique na província de Manica, Nelson Mainato, afirma que a liberdade de imprensa é limitada e que de certa forma, apresenta um dos grandes desafios dos órgãos de comunicação social no tratamento das informações, principalmente as coberturas dos eventos políticos pelo fato de, na maioria das vezes, impossibilitar os jornalistas de escrever com imparcialidade repeitando a deontologia profissional devido  intimidações de lideres políticos.

Para por fim a este cenário, Nelson Mainato, defende uma imprensa livre e independente e que "Os políticos não deviam interferir tanto em relação aos órgãos de comunicação social, pois o que notamos aqui é que há muita interferência de pessoas renomadas e influentes que querem que a imprensa não divulgue determinados assuntos, sendo assim, há que termos um jornalismo independente em que o jornalista faça o seu trabalho de forma livre, independente e imparcial". Salientou.
 
Para jornalista da rádio comunitária Gesom, Pedro Tawanda, diz que o partido no poder tende a controlar os órgãos de comunicação social como se fossem instituições filiadas ao partido, acrescentou também que estes tem sido vítimas da censura por parte de alguns colegas e líderes dos partidos políticos.

A informação, foi apurada esta quarta-feira no âmbito da passagem do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, numa altura em que os órgãos de comunicação social em Moçambique enfrentam certos desafios na apuração e difusão da verdade, assim como os recorrentes casos de violência contra  jornalistas e empresas de comunicação social, elementos que contribuem na limitação das atividades jornalisticas no país. 
 

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